Malta gostaria de vos propor um desafio em jeito de pedido. Como sabem este ano fiz a minha viagem de finalistas ao Brasil e lá tive a oportunidade de conhecer o rapaz de fez de nosso guia o tempo todo. É o Jojo. Um tipo bestial, humilde, sempre prestavel.. basicamente um rapaz fantastico. A situação dele no Brasil não era fácil e desta forma ele decidiu esta semana emigrar, lançar-se ao desafio à procura de uma vida melhor. Chegou na 2a feira a Portugal. Um colega meu arranjou-lhe uma casa onde ficar e possivelmente emprego na empresa do pai. No entanto e como todo o emigrante, e embora ele não o admite, necessita de ajuda. É este desafio que vos quero lançar. Que tragam, até ele conseguir estabelecer-se algo para ajudar a encher-lhe o armário lá de casa, quer seja géneros alimentares (enlatados, água, leite, cereais, fruta, arroz, massa... basicamente o que precisamos para encher a barriga) e artigos de higiene pessoal (papel higiénico, shampoo, sabão, pasta de desntes, etc...) Conto convosco e este meu amigo também. agradeço que se possivel tragam já algum do vosso contributo este sábado. qualquer duvida liguem-me sem problemas. depois um dia levo o jojo à casa do grupo para vos conhecer a todos!
Quando o Vic propôs fazer uma actividade na qual tínhamos que fazer um texto e nele dizer o quê significa Deus para nós eu pensei assim: “Bom, agora é que se complicou tudo!”. Falar de Deus para mim é, ao mesmo tempo, fácil e difícil. Fácil porque é por Ele e através Dele que nós estamos neste Mundo e somos o que somos. Ele é o nosso Pai e nos guia pela mão quando estamos prestes a cair ou nos abraça quando conseguimos alcançar algo pelo que sonhamos. Ao mesmo tempo, sinto que é difícil falar Dele porque, na minha opinião, Deus é um Mistério no qual nós como católicos acreditamos, e aceitamos e por essa razão resulta-me difícil explicar o que Ele é. Deus está sempre presente na minha vida, tanto nos momentos em que parece que tudo vai mal, como naqueles momentos em que a felicidade cobre todas as coisas. Sempre que me sinto triste por algum motivo qualquer recorro a Ele e me dá forças para ultrapassar a adversidade. Quando me sinto feliz falo com Ele e Lhe agradeço todas as coisas maravilhosas que me dá. Enfim, Deus é o meu Pai e Aquele que sempre está comigo apoiando-me em todos os momentos da minha vida. Deus é Amor!! Beijinhos.... Elizabeth
ROMA, quinta-feira, 22 de maio de 2008 - solenidade do Corpus Christi - Ao presidir à celebração do Corpus Christi, que culminou com uma procissão pelas ruas centrais de Roma, Bento XVI assegurou que a Eucaristia trouxe a maior revolução da história da humanidade.
Uma revolução social, pois perante a Eucaristia os fiéis reúnem-se deixando de lado sua condição social, suas convicções políticas e até suas preferências mútuas.
Foi o que o pontífice explicou na homilia da missa que presidiu na praça da Basílica de São João de Latrão, a catedral do bispo de Roma. Os presentes eram uma prova viva das palavras do Papa: havia Missionárias da Caridade da Madre Teresa, escoteiros, cardeais, cavaleiros do Santo Sepulcro, peregrinos de todos os continentes.
Meditando sobre o mistério eucarístico, o pontífice comentou uma famosa frase do apóstolo Paulo: «já não há judeu nem grego; nem escravo nem livre; nem homem nem mulher, já que todos vós sois um em Cristo Jesus».
«Nestas palavras percebe-se a verdade e a força da revolução cristã, a revolução mais profunda da história humana, que se experimenta precisamente ao redor da Eucaristia – reconheceu: aqui se reúnem na presença do Senhor pessoas de diferentes idades, sexo, condição social, idéias políticas».
Segundo o pontífice, «a Eucaristia não pode ser nunca um acto privado, reservado a pessoas escolhidas segundo afinidades ou amizade. A Eucaristia é um culto público, que não tem nada de esotérico, de exclusivo».
«Não decidimos com quem gostaríamos de nos reunir, viemos e nos encontramos uns com os outros, reunidos pela fé e chamados a nos convertermos em um único corpo, compartilhando o único Pão que é Cristo», indicou.
«Estamos unidos para além de nossas diferenças de nacionalidade, de profissão, de classe social, de idéias políticas: nos abrimos uns aos outros para nos convertermos em uma só coisa a partir d´Ele», afirmou.
De facto, reforçou, «esta, desde o início, foi uma característica do cristianismo realizada visivelmente em torno da Eucaristia, e é bom sempre velar para que as recorrentes tentações de particularismo, ainda que de boa fé, não vão, de fato, no sentido oposto».
Portanto, concluiu, o Corpus Christi « recorda-nos, antes de tudo, isto: que ser cristãos quer dizer reunir-se de todas as partes para estar na presença do único Senhor e se tornar n’Ele uma só coisa».
Esta comunidade dos cristãos de Roma e peregrinos fez-se patente depois, quando o Santíssimo Sacramento percorreu o caminho que leva da Basílica de São João de Latrão à Basílica de Santa Maria a Maior.
O Papa seguia a Eucaristia ajoelhado em um reclinatório, em cima de um caminhão branco, coberto com um toldo, quando começava a cair a noite sobre a Cidade Eterna.
A Solenidade Litúrgica do Corpo e Sangue de Cristo, conhecida popularmente como “Corpo de Deus”, começou a ser celebrada há mais de sete séculos e meio, em 1246, na cidade belga de Liège, tendo sido alargada à Igreja universal pelo Papa Urbano IV através da bula “Transiturus”, em 1264, dotando-a de missa e ofício próprios. Em 1311 e em 1317 foi novamente recomendada pelo Concílio de Vienne (França) e pelo Papa João XXII, respectivamente. Nos primeiros séculos, a Eucaristia era adorada publicamente, mas só durante o tempo da missa e da comunhão. A conservação da hóstia consagrada fora prevista, originalmente, para levar a comunhão aos doentes e ausentes. Só durante a Idade Média se regista, no Ocidente, um culto dirigido mais deliberadamente à presença eucarística, dando maior relevo à adoração. No século XII é introduzido um novo rito na celebração da Missa: a elevação da hóstia consagrada, no momento da consagração. No século XIII, a adoração da hóstia desenvolve-se fora da missa e aumenta a afluência popular à procissão do Santíssimo Sacramento. A procissão do Corpo e Sangue de Cristo é, neste contexto, a última da série, mas com o passar dos anos tornou-se a mais importante.
Do desejo primitivo de “ver a hóstia” passou-se para uma festa da realeza de Cristo, na “Chirstianitas” medieval, em que a presença do Senhor bendiz a cidade e os homens.
A “comemoração mais célebre e solene do Sacramento memorial da Missa” (Urbano IV) recebeu várias denominações ao longo dos séculos: festa do Santíssimo Corpo de Nosso Senhor Jesus Cristo; festa da Eucaristia; festa do Corpo de Cristo. Hoje denomina-se solenidade do Corpo e Sangue de Cristo, tendo desaparecido a festa litúrgica do “Preciosíssimo Sangue”, a 1 de Julho.
A procissão com o Santíssimo Sacramento é recomendada pelo Código de Direito Canónico, no qual se refere que “onde, a juízo do Bispo diocesano, for possível, para testemunhar publicamente a veneração para com a santíssima Eucaristia faça-se uma procissão pelas vias públicas, sobretudo na solenidade do Corpo e Sangue de Cristo” (cân 944, §1).
O Sol nasce na montanha... Durante o dia está a iluminar-nos... E ao entardecer, põe-se no mar... E a Amizade? Que relação terá? Depois de percebermos o verdadeiro ciclo do Sol, entendemos o verdadeiro ciclo da Amizade.
Assim começa a história:
O Sol inicialmente está escondido por detrás de uma montanha, a pouco e pouco é que começa a surgir, para um novo dia despontar.
Aí o Sol começa a subir em direcção ao seu ponto máximo do dia, até que todo o mundo esteja iluminado. Ilumina a dá alegria a cada elemento da natureza, desde uma pequena flor até uma grande árvore...
Quando o dia está a terminar, o Sol volta-se a esconder e começa a descer no sentido do mar inteiramente “azul” e aí desaparece dando o seu lugar á lua. Mas este ciclo do Sol ainda não terminou, porque ao amanhecer está de novo “aberto” à natureza.
Podemos dizer que há dias em que o Sol está ofuscado e não “aquece”, mas estes dias não perduram...
Esta história é de um Sol que está sempre disposto a seguir-nos, nunca nos deixa, porque se nos abandonasse, a pequena flor não existia, a grande árvore não crescia, eu não existia, tu não existias, nós não existíamos...
Não haveria Vida, não haveria Amizade!!!
Conclui-se assim, podemos “projectar” o ciclo do Sol, para o ciclo da Amizade, porque:
O Sol inicialmente está escondido....uma Amizade assim o está! O Sol começa a surgir...a Amizade vai brotando! O Sol atinge o ponto máximo...a Amizade também! O Sol ilumina, dá energia, faz crescer...a Amizade dá tudo isso ao Amigo (a)! O Sol começa a descer para voltar a esconder-se...a Amizade por vezes desfalece! O Sol surge de novo, para um novo dia, cheio de vida, alegria...a Amizade “renasce” de novo para “abraçar” um Amigo (a) e fortificar os “laços”, por vezes perdidos!
Talvez como a onda que rebenta na praia, em que o Sol aquece intensamente a verdadeira simplicidade da água...a verdadeira simplicidade de um (a) Amigo (a)!!
Jesus responde-nos à interrogação de quem é Deus : “Antes que Abraão existisse, eu sou.” (João 8, 58.) Ele simplesmente é... o principio e o fim, o alfa e ómega. Deus, na completude do mistério da Trindade Santa, é acima de tudo amor! O amor é paciente, o amor é prestável, não é invejoso, não é arrogante nem orgulhoso. Tudo desculpa, tudo crê, tudo espera, tudo suporta tal como nos diz o apóstolo Paulo. De que melhor forma poderia ser descrita o Senhor da Vida... dando-nos assim a garantia, a profunda convicção da presença do amor, e companhia de Cristo nas nossas vidas, deixando subtis pegadas na areia enquanto caminha imperceptivel mas sempre presente ao nosso lado.
No entanto Deus não é um conceito abstracto, absorto, vago... não é uma mera concepção ou ideologia barata criada como refúgio ou guia para os pobres de espirito, em momentos de dificuldade. De facto, Deus é de tal forma concreto que se fez Homem no meio dos homens, para que o pudessemos ver olhos nos olhos, cara a cara... aniquilou-se a si mesmo, despojou-se, tomando a forma de servo ao fazer-se igual junto dos homens, servos de Deus na Terra e servo dos homens e junto deles submetido ao tempo e à História. Perante isto interrogo-me que Deus é este que não se revela através de um espectáculo fulminante de ira divina, mas revela-se no corpo de uma criança nascida no âmago da pobreza, revela-se num homem cravado numa cruz.... revela-se hoje em cada um de nós... Que Deus é este?... Um Deus louco que vê tudo ao contrário...? Concerteza,... um Deus louco, louco por amor à humanidade, por amor a mim, por cada um de nós.
Muito mais se poderia dizer pois Deus não se resume a um monte de palavras e ideias. Vive-se como experiencia única e pessoal, presente no mais intimo de cada um dos nosso corações gritando em surdina, deixando a sua marca indelével. Termino com o profeta Jeremias que nos lembra que a Sua procura é contínua e a caminhada para o seu conhecimento terminará quando de coração cheio tratar-mos Deus por Tu. “Buscar-me-eis, e me achareis, quando me buscardes de todo o vosso coração..”Jeremias 29, 13
Como acompanhamento as nossas novas CINESEXTAS, peço que deixem aqui quais os filmes que vcs desejariam ver. Isto vai ser tipo "discos pedidos"... ;) Portanto sintam-se confortáveis pra pedir qualquer tipo de filme... ;)
E já agora se quiserem deixar comentários ou ideias acerca desta actividade estejam a vontade...
Antes de qualquer outra consideração, quando falamos em conhecer Deus, o que importa assentarmos é em que medida estamos verdadeiramente interessados em O conhecer. Quando falamos de conhecer Deus certamente que não ignoramos que Deus é Deus e nós somos homens, que entre nós e Ele existe um profundo abismo. Não existe nenhuma escada suficientemente grande que nós possamos construir que nos leve a Deus. Se nós pudéssemos compreender tudo acerca de Deus, nós mesmos seríamos iguais a Ele. Se é verdade que nós não podemos chegar a Deus, não é menos verdade que Ele se chegou até nós. Deus é tão imenso, infinito, transcendente que é fácil compreendermos que a informação tem que ser reduzida à nossa capacidade de compreensão. Se Deus nos dissesse tudo, acabaríamos por não sermos capazes de comportar tudo o que Ele nos poderia dizer. Conhecemos o amor de Deus quando nos colocamos diante do drama da cruz e ali contemplamos com toda a nitidez o sofrimento pelo qual Jesus passou a nosso favor de tal maneira que todas as nossas faltas, transgressões e desobediência, ou seja todo o nosso pecado, fosse perdoado. Na realidade Deus ama com um amor que nos toca a cada um de nós individualmente. Deus ama-me, da mesma forma como ama a cada indivíduo onde quer que esteja, qualquer que seja o seu passado, por onde quer tenha andado, o que quer que tenha feito, independentemente da sua raça, do seu estatuto social, do seu nível académico, da sua língua e da sua cultura. É possível experimentar o amor de Deus na nossa vida, vivermos com a certeza de que somos amados, de que Deus nos quer bem, de que Deus nos ama. Não há nada que se possa aproximar dessa certeza, desse conhecimento, dessa experiência.
V. Vinde, Espírito Santo. R. Enchei o coração dos Vossos fiéis e acendei neles o fogo do Vosso amor.
V. Enviai, Senhor, o Vosso Espírito e tudo será criado, R. E renovareis a face da terra.
Oremos:
Ó Deus, que instruístes os corações dos fiéis com as luzes do Espírito Santo, fazei que apreciemos rectamente todas as coisas segundo o mesmo Espírito e que gozemos sempre da Sua consolação. Por Cristo Nosso Senhor. Ámen.
Para muitos posso ser um mau cristão. Afinal de contas, digo que acredito nele e vou á missa todos os domingos. Mas de que adianta isto tudo, se para mim Deus é como um desconhecido?
Vejo Deus como o infinito, como o desconhecido que me atrai, como aqueles que mais amo, mas no fundo… Eu também o temo.
Nós, os humanos, tememos sempre o desconhecido, aquele desconhecido que nos atrai, mas que ao mesmo tempo repugnamos, com medo daquilo que nos possa causar. Eu amo Deus e também sei que Ele me ama, mas há sempre aquela curiosidade que me faz duvidar… Quem criou Deus?
Ninguém jamais o saberá, pois Deus é isso mesmo, o desconhecido que nos faz viver, o princípio e o fim, o Alfa e o Ómega. Não o consigo descrever, podia ficar a vida toda a tentar descreve-lo, que nunca chegaria a uma descrição definitiva…
Não resisto a colocar aqui o texto da bela homilia do Bispo do Porto, na Missa da Benção dos finalistas.
Vale a pena ler, reler e sobretudo reflectir neste belo texto que nos interpela a todos.
Era o Dia da Mãe e o 42º Dia Mundial das Comunicações Sociais.
ASCENÇÃO DO SENHOR
Porto, Avenida dos Aliados, 4 de Maio de 2008
- Para subir com Cristo!
Amigos universitários, finalistas de tantos cursos, que todos vos levem à feliz realização das vossas vidas profissionais e cívicas. Caríssimos familiares e amigos dos nossos finalistas, que com eles partilhais a conclusão dos seus cursos. Estimadas autoridades civis e académicas, professores, alunos e funcionários da Academia do Porto. Irmãos e irmãs em Cristo, aqui reunidos para celebrar a Ascensão do Senhor. Profissionais da comunicação social, neste dia que a Igreja particularmente vos destina, insistindo desta vez na necessária dimensão ética da vossa actividade. E, muito especialmente, estimadas mães que estais connosco, aqui ou através da televisão, neste primeiro Domingo de Maio que tão justamente vos é dedicado. - A vós, mães, em que a vida encontra a mais esplendorosa Primavera!
É sempre de vida que a Sagrada Escritura nos fala. Como o ouvimos agora, muito a propósito da Ascensão de Cristo, neste Domingo celebrada. Tudo, como sempre, potenciando infinitamente o dinamismo natural das nossas existências, do seio materno e do seio da terra rumando ao Céu. Céu que biblicamente também se referia como “seio de Abraão”, pátria definitiva dos que a fé põe a caminho.
Sabemos nós, os cristãos, que este caminho tem nome. Cristo disse de si mesmo ser “o caminho”. É-o realmente, sempre adiante, pois sempre nos faz andar, num percurso onde nunca há propriamente finalistas… E, quando digo que sabemos o nome deste caminho, refiro a experiência que já tendes, pois se fez encontrado, para com Ele “subirdes”.
De subida nos falava a primeira leitura, quando Jesus “se elevou à vista dos apóstolos e uma nuvem O escondeu à vista deles”. Ficaram de olhos presos em Jesus que se elevava. Tanto, que foi precisa a advertência: “Homens da Galileia, porque estais a olhar para o Céu?”. Compreendamo-los a eles, transportados e fixos em Jesus, que ao Céu tornava. Compreendamos a advertência: fixemo-nos nesta terra, mesmo com os olhos cheios de Céu.
Assim convosco, caríssimos finalistas, que já conheceis a Cristo e o sentido ascensional que Ele dá à vida; mas, exactamente porque o sabeis, estais dispostos a continuar nesta terra a sua obra redentora. Através das várias competências que adquiristes, ireis subindo com Cristo e ao seu modo: no serviço, na prontidão e na qualidade do que fizerdes, em prol da humanidade que todos integramos e que Deus deseja feliz.Para nós, cristãos, “subir na vida” é realmente outra coisa. Porque se consegue ao modo de Cristo, quando sobem os sentimentos e as motivações, querendo o que Deus quer e como Deus quer e em Cristo se demonstra: serviço, sentido dos outros, caridade. Neste sentido, impor-se na terra não é o mesmo que subir ao Céu. Neste sentido ainda se percebe porque é que a humanidade só guarda com gosto a memória do bem. Daqueles homens e mulheres que reproduziram na variedade das suas vidas pessoais, profissionais e cívicas o sólido modelo que encontramos em Cristo. Por entre tantas manifestações de sabedoria e religiosidade que a humanidade transporta e vos oferece, caros amigos, entrevedes a figura concreta, mesmo que envolvida em glória celeste, dum Cristo muito próximo e amigo, pois compartilha com o Pai, no Amor que os une, o cuidado permanente por todos e cada um. Quem vislumbra estas coisas, já sabe para onde deve “subir”, ascendendo pela caridade, único “céu” de nós todos. Na segunda leitura escutámos a oração de Paulo, que tão bem se refere ao que mais importa, agora e para cada um de vós: “O Deus de Nosso Senhor Jesus Cristo […] ilumine os olhos do vosso coração, para compreenderdes a esperança a que fostes chamados, os tesouros de glória que encerra a sua herança entre os santos e a incomensurável grandeza que representa o seu poder para nós os crentes”.
Redobra-se a convicção em oração. Sim, caríssimos amigos, que se ilumine o olhar e a perspectiva de vida; que se aprofunde a esperança na omnipotência divina, que tem por tamanho e qualidade a sua misericórdia, o cuidado de nós. Não peçais hoje nem nunca uma bênção coisificada, para projectos curtos ou egocêntricos. Pedi a caridade divina, para uma ascensão autêntica e uma vida verdadeira e bela, porque bondosa e útil. Deus só tem Deus para oferecer. E o nosso Deus, manifestado em Cristo, é dom de si mesmo, preocupação por todos, humildade e serviço, que são outros nomes da verdade – da verdade “pura e simples”, como não dizemos por acaso.
A ascensão definitiva de Cristo foi precedida de dois modos: quando subia ao monte para orar e quando subiu à cruz para dar a vida. Nós cristãos, sabemos isto. E, como sabemos, assim pedimos, para que não nos falte o ânimo nem nos arrefeça o entusiasmo. Aqui sim, incidirá, forte e omnipotente, a bênção divina. Estai disto muito certos e garantidos – com “dois mil anos de garantia”!
Disse-nos depois o Evangelho que “os discípulos partiram para a Galileia, em direcção ao monte que Jesus lhes indicara”. Na Galileia tinham começado o seu caminho com Jesus, três anos antes. À Galileia “de toda a gente” se dirigiriam agora, para reproduzir e alargar o que tinham visto e convivido com o seu Mestre e Senhor. Senhor que os fortalece e certifica, próximo e peremptório: “Todo o poder Me foi dado no Céu e na terra. Ide e ensinai todas as nações […]. Eu estou sempre convosco até ao fim dos tempos”.
Galileia é agora o Porto, como os discípulos somos agora nós – sois agora vós, caríssimos finalistas! E o monte indicado, é esse mesmo da vossa ascensão nos sentimentos de Cristo, donde não deveis descer; antes subireis, pela convivência com Ele, mais e mais. De que ensino vos incumbe, também sabeis, autêntica “licenciatura” do que aprendestes já no Evangelho do amor e do serviço. Porque não há uma página da ciência nem uma aplicação da técnica que prescindam da verdade, que é, por natureza, difusiva e solidária. Se é certo que só temos o que aprendemos, é ainda mais certo que só mantemos o que partilhamos e só crescemos no que oferecemos. Caros amigos, que cada um dos vossos percursos pessoais e profissionais seja de partilha criativa de saberes e ofícios, no Espírito de Cristo. Aí sim, subireis ao Céu!
Há muita caricatura de poder, neste vasto mundo que é o nosso. Tão caricatural, que mal arremeda a superioridade que não tem. Fazem-se e desfazem-se ídolos de pé de barro e coração vazio. E a própria comunicação social tem dificuldade em acertar com caras e casos que nos estimulem e atraiam, de sinal positivo e duradouro. – Não será então a melhor das notícias, que estejais aqui tantos e tantas, atraídos pelo “poder” de Cristo e a força convincente e sempre nova do seu Evangelho?! – Não chegará isto mesmo como prova do que Ele disse e prometeu?!
Como vos diz agora mesmo, valendo muito a pena saborear-lhe as palavras, uma a uma: “Eu estou sempre convosco até ao fim dos tempos!”. Nós sabemos, vós atestais, é mesmo assim, Evangelho ao vivo.
E deixai-me dizer, a todos os que escutam e vêem esta magnífica celebração: Fala-se hoje de algum desencanto juvenil, em relação à vida social e cívica. Desencanto e indiferença que justamente preocupam altos responsáveis e muitos observadores. Mas eu entrevejo nisso uma dupla reacção, de sinal diverso. Por um lado, é verdade que muitos jovens caem no imediatismo de consumos vários, infelizmente suscitados por más publicidades e péssimos negócios. Mas, por outro lado, tal alheamento referir-se-á ainda mais à inconsistência das práticas pessoais e públicas dalguns mais velhos, que não são de molde a cativar os mais novos. Por outro lado, são muitos os jovens que hoje aderem de alma e coração a iniciativas concretas e válidas de voluntariado e solidariedade, no país e além dele. Mais do que acusar os jovens de alheamento e descaso, devemos ser nós, os adultos, a testemunhar-lhes um real compromisso com a sociedade e o desenvolvimento. A isto, decerto, aderirão. Não desistamos nós da juventude e ela se tornará em “bênção”, como Deus a oferece ao mundo em cada geração que chega.
Parabéns, então, caríssimos finalistas. Como aos vossos pais, professores e amigos, todos reunidos neste momento de bênção. E já que em Cristo o Céu desceu à terra, seja a vossa vida um caminho aberto, por onde com Ele e com muitos subais ao Céu, na constante ascensão das vidas verdadeiras, bondosas e belas, que certamente tereis. Há muita gente à vossa espera!
Bento XVI nomeou como novo Bispo Auxiliar do Porto o Cón. João Lavrador, de 52 anos, Pró-Vigário GerA ordenação episcopal terá lugar no dia 29 de Junho, às 16h00, na Sé Nova de Coimbra. Preside D. Albino Cleto, Bispo de Coimbra, e serão consagrantes D. Manuel Clemente, Bispo do Porto, e D. João Alves, Bispo Emérito de Coimbra. O lema episcopal será «Tu Segue-Me» (Jo.21,22).al da Diocese de Coimbra.
O novo Bispo junta-se assim a D. João Miranda e D. António Bessa Taipa como Auxiliar de D. Manuel Clemente. Sacerdote desde 1981, desempenhou vários cargos na Diocese de Coimbra (ver nota biográfica), o mais mediático dos quais é o de capelão do Carmelo de Santa Teresa de Coimbra, onde faleceu a Irmã Lúcia.
Nota biográfica
D. João Lavrador nasceu a 18 de Fevereiro de 1956, em Seixo de Mira, Distrito e Diocese de Coimbra. Em 1966 entrou no Seminário de Buarcos e, no ano seguinte, no Seminário Menor da Figueira da Foz, frequentando as aulas no Liceu da Figueira da Foz. No ano de 1972 transitou para o Seminário Maior de Coimbra, completando os estudos liceais em 1974, prestado provas de exame no Liceu Dom Duarte em Coimbra. Entre 1974 e 1980 frequentou o Instituto Superior de Estudos Teológicos, terminando o curso de teologia em 1980. Fez parte, como aluno, da Comissão Directiva do ISET, durante vários mandatos. De 1980 a 1984 colaborou na vida pastoral da paróquia de Pombal, ajudando o respectivo pároco. Durante este período, leccionou nas Escolas Preparatória e Secundária de Pombal a disciplina de Educação Moral e Religiosa Católica. Foi ordenado sacerdote a 14 de Junho de 1981, na Sé Nova de Coimbra. Entre 1984 e 1988 foi responsável pelo Secretariado Diocesano da Pastoral Juvenil e Assistente Regional do CNE. Durante este período, leccionou, na Escola Normal de Educadores de Infância de Coimbra, a disciplina de Educação Moral e Religiosa Católica.
Nos anos de 1988 a 1990 frequentou a Universidade Pontifícia de Salamanca, terminando a sua licenciatura canónica na área da Teologia Dogmática com a apresentação da Dissertação «O Laicado no Magistério dos Bispos Portugueses, a partir do Vaticano II». Em 1991 foi nomeado Reitor do Seminário Maior de Coimbra, cargo que ocupou até 1997. Em 1991 fez o currilum escolar para o doutoramento, cujo grau obteve em 1993, apresentando e defendendo a tese «Pensamento Teológico de D. Miguel da Annunciação –Bispo de Coimbra (1741 – 1779) e renovador da Diocese». Desde 1991 tem vindo a leccionar no ISET de Coimbra teologia dogmática. Entre 1993 e 1999 desempenhou o cargo de Secretário Geral do Sínodo Diocesano de Coimbra. Desde 1990, em vários mandatos, desempenhava as funções de Secretário do Conselho Presbiteral. Em 1997 é nomeado Pró-Vigário Geral da Diocese de Coimbra e membro do Conselho Episcopal Diocesano. Em 1998 é nomeado Director do Instituto Universitário Justiça e Paz e Coordenador da Pastoral do Ensino Superior. No ano de 1999 é nomeado Cónego da Sé de Coimbra e do Colégio de Consultores. Em 2001, com a reactivação do Centro Académico de Democracia Cristã (CADC), é nomeado seu assistente eclesiástico. A 7 de Maio de 2008 é tornada pública a sua nomeação como Bispo Auxiliar do Porto.
Neste mês de Maria, que agora se inicia, meditemos o Terço do Rosário, em louvor da Santíssima Virgem, acolhendo assim a mensagem do céu comunicada aos pastorinhos de Fátima, pela Senhora mais brilhante que o sol : "Rezai o terço todos os dias...".
Habituados que estamos, todos os primeiros sábados de cada mês a louvá-la e a rezar-lhe dediquemos o melhor do nosso tempo a Ela para por Ela chegarmos a Jesus Cristo Senhor.
Apresentemos-lha as nossas alegrias, dificuldades e dúvidas e peçamos a sua protecção maternal.
Consagremos a nossa vida e o nosso ser à Mãe do género humano, à Rainha do Céu e da terra, Mãe de Deus e Mãe Nossa, que invocamos sob o título de Nossa Senhora do Rosário de Fátima.
Senhora do sim, do silêncio, da oração, roga a Deus por nós, teus filhos.
Nós te consagramos os nossos olhos, com os quais queremos contemplar a presença de Jesus Cristo, Teu filho, para que Ele seja presença assídua em nossos corações e presença transformadora das nossas vidas, tal como o foi na tua. Nós te consagramos os nossos ouvidos, para que possamos escutar ardentemente a Palavra de amor do teu Filho, seguindo assim o teu exemplo e o teu pedido: «Fazei tudo o que Ele vos disser». Nós te consagramos a nossa boca, para que sejamos testemunhas da tua fé e da nossa própria fé em Jesus Cristo, a partir de nossas casas para o mundo, anunciando hoje e sempre o apaixonante Evangelho da alegria Pascal. Nós te consagramos todos os nossos sentidos, em especial o nosso coração, para que acolhamos o verdadeiro Jesus e sejamos prova viva do seu amor como tu o foste, em todos os momentos da tua vida. Tu que és a mulher única, a mãe exemplar, a fiel seguidora de Cristo, sacrário humano de Jesus, acompanha-nos ao longo da nossa vida para mantermos a chama acesa na construção de um mundo revelador da face do Pai.
"Eu sou o Caminho, a Verdade e a Vida.
Se alguém quiser vir comigo, renuncie-se a si mesmo, tome a sua cruz e siga-Me.
Porque aquele que quiser salvar a sua vida, perdê-la-á; mas aquele que tiver sacrificado a sua vida por Minha causa, salva-la-á.
Que servirá a um homem ganhar o mundo inteiro, se vier a prejudicar a sua vida?
Ou que dará um homem em troca da sua vida?...
Porque o Filho do Homem há de vir na glória de seu Pai com seus anjos, e então recompensará a cada um segundo suas obras."
Neste espaço virtual, queremos também deixar passar Deus, reflectindo sobre Ele, nós e o mundo.
Aniversário - 29 de Abril - SANTA CATARINA DE SENA (Virgem, Doutora da Igreja e co-padroeira da Europa)