Olá amigos!!!No Domingo passado teve lugar o segundo encontro de oração vocacional para jovens. Foi uma oração muito bonita cujo tema era “Toma a tua Cruz”. Estiveram presentes alguns elementos dos diferentes grupos da Paróquia de Ermesinde bem como outros que não pertenciam a nenhum grupo. Foi pena estarmos poucas pessoas em representação do Sol Nascente, mas pronto, não critico ninguém, se calhar tiveram outros compromissos.
A oração começou com uma música escolhida por nós (de facto todas foram, já que o nosso grupo foi escolhido para isso), “Mostrai-nos Senhor”. De seguida, foi-nos dada uma folha com três histórias que nos fizeram reflectir... Vou partilhar com vocês essas histórias:
• O António vivia zangado com a vida: dizia que já não aguentava mais tanto sofrimento, as contas para pagar (a prestação da casa, a conta do hipermercado, o passe do autocarro), o preço da gasolina, o selo do carro, os transportes públicos lotados, o patrão que o chateava de manhã à noite, a mulher, os filhos...
Um dia, no meio de suas reclamações, apareceu-lhe Deus e disse:
- António, poque reclamas tanto da tua vida???
E ele:
- Meu Deus, não aguento mais esta minha cruz, ela é muito pesada para mim.
E então, Deus pensou um pouco e disse:
- Bom, apesar de reclamares muito da vida, tens sido um bom homen, trabalhador, honesto, bom pai e bom marido. Vou tirar-te a cruz, e deixar que tu mesmo escolhas a cruz que desejas carregar...
António ficou muito contente...
Deus então mandou-o entrar numa sala e escolher a cruz que achasse melhor...
António entrou na sala e ficou a olhar para todas uma panóplia de cruzes: de madeira maciça, de metal, desde uma gigantesca que tocava no tecto até uma pequenina, meio escondida, no canto da sala.
Então António, que não era tolo nenhum, correu a agarrar a pequena cruz e gritou para Deus:
- Pronto já escolhi!!! Eu quero esta pequenina aqui!!!
Deus então mandou António virar a cruz e ler em voz alta o nome que lá estava gravado.
António virou-a e viu o seu nome gravado nela. Aquela cruz pequena tinha sempre sido a sua...
• Uma igreja, confrontada com a constante redução de fiéis nas suas cerimónias, decidiu contratar uma empresa de marketing e consultoria, de firmados créditos no mercado, para avaliar o que seria necessário fazer para aumentar o público que a frequentava.
Após um rigoroso estudo de mercado, a empresa solicitou uma reunião com os responsáveis da igreja, para lhes apresentarem as conclusões.
Entre as muitas sugestões dadas pelos consultores de marketing, houve uma que se destacou: eles sugeriram que a igreja retirasse a cruz da parede, dos impressos, das pregações.
Segundo os especialistas, a cruz espantava os “clientes” da igreja...
• A vida é um eterno caminhar. Todos caminham levando uma cruz nas costas. Uma cruz que, para cada um, sempre é mais pesada que a do outro.
Conta-se que existia um homem, que era muito esperto e um dia disse:
“Eu vou ficar andando com esta cruz grande e pesada? Vou é fazer uma coisa: vou cortar um pedacinho da cruz e ninguém vai ver”.
Ele cortou um pedaço da cruz e continuou caminhando. Engraçado, ninguém lhe disse nada. Ninguém reclamou com ele aquele pedacinho da cruz.
Aí ele disse:
“Como sou esperto! Já que agora eu cortei um pedacinho e ninguém reclamou, vou cortar mais um pedacinho”.
Continuou andando e ninguém lhe veio dizer que não podia cortar pedaços da cruz. Ele continuou caminhando confiante, porque a cruz tinha ficado mais leve sem os dois pedaços.
Assim ele foi fazendo a sua caminhada, cortando pedaços da cruz, até que a cruz ficou pequenina e ele a carregou nos ombros sem sentir muito peso, sem muito problema.
Uma multidão caminhava junto dele, cada um com a sua cruz pesada e ele, o grande homem, o homem que tinha descoberto o sentido da vida que era cortar a cruz, caminha tranquilo, sem esforços, sem sofrimento e sem cansaço.
Mas, como todos os homen que caminhavam pela planície da vida, um dia ele chegou ao desfiladero onde tinha um precipício muito grande para passar para o outro lado. Ele então pensou:
“E agora, como eu vou fazer para passar?”
Então, um anjo apareceu à vista de todos que estavam à beira do precipício e disse:
“Do outro lado está a terra prometida. Do outro lado está a vida que vocês sempre quiseram. Sabem: a cruz que cada um carregou é do tamanho exacto do ponto do desfiladero por onde vocês têm que passar. Usem a cruz como ponte e vocês atravessam”.
Ora, o nosso amigo estava lá com o seu pedacinho de cruz e ela não alcançava o outro lado do desfiladero. Todos os outros passaram pela cruz e no momento que chegavam ao outro lado, ela desaparecia.
Mas o homem que carregava o pedacinho de cruz teve que voltar pela mesma estrada para recolher as partes que ele tinha cortado, para juntar tudo e poder passar.
Depois de reflectir acerca de estas três histórias fizeram-nos pensar o seguinte: qual o pedacinho de cruz que nós cortamos cada dia para aliviar o seu peso?? Pensemos nisso que vale a pena.
Cantamos a segunda música “ Ninguém te ama”
Em seguida, o Padre Maurício fez uma reflexão acerca da cruz da nossa vida e, no fim, cada um de nós beijou a cruz, pensando no que deveria mudar nesta Quaresma.
No final, todos juntos lemos a oração diante da cruz que passo a escrever:
Oração diante da Cruz
Esta geração pede sinais.
A tua cruz levanta-se
destilando sinais de esperança.
Jesus, diante da tua Cruz,
guardamos silêncio
com o coração suspenso.
Não pedimos milagres, só um pouco de fé,
esperança para as pessoas sem esperança.
anunciando o Amor de um Deus “Abba”.
Diante da Tua Cruz, prostrámo-nos
contemplando a tua fidelidade
e a tua entrega sem reservas.
O mal do Mundo e o nosso mal,
a mentira social e a nossa mentira,
quiseram fazer-te desaparecer
e (quase) o conseguiram.
Detiveram-te, toeturaram-te,
justiçaram-te
até à morte de cruz...
Senhor Jesus, diante da tua Cruz,
vendo o teu rosto deformado
portador de tantos rostos doloridos
dos nossos irmãos homens,
e vendo, junto a Ti e a eles,
a Maria, a tua e a nossa Mãe,
recebendo-nos como herança testamentária,
prostrados, adoramos-te e agradecemos
o teu AMOR incondicional.
Bendito sejas!
Após a leitura de esta oração, feita de joelhos diante da Cruz, acabamos com outro cântico, “Pai”.
Mónica